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Palavras-chave
Pesca artesanal; Reserva Extrativista; Tauá-Mirim.
Imprenta
Fortaleza: Imprensa Universitária
Ano
2022
Descrição física
39p.
Idioma
Português (BR)
Categoria
Capítulo de Livro
Tradição pesqueira e territorialidade subsidiando a proposta de criação da Reserva Extrativista de Tauá-Mirim no Estado do Maranhão
Autor(es/as)
Clarissa Lobato da Costa, Zafira da Silva de Almeida, Horácio Antunes de Sant'Ana Júnior, Antônio Carlos Leal de Castro, Danielle Sequeira Garcez
Resumo
O presente estudo analisa as dinâmicas socioeconômicas, produtivas e territoriais da pesca artesanal nas comunidades abrangidas pela proposta de criação da Reserva Extrativista (RESEX) de Tauá-Mirim, localizada na zona rural do município de São Luís, Estado do Maranhão. O objetivo principal do trabalho consiste em descrever as características socioeconômicas dos pescadores artesanais locais, suas formas de organização social e as práticas pesqueiras tradicionais, a fim de fundamentar a relevância da instituição da referida unidade de conservação de uso sustentável. A metodologia apoiou-se em uma abordagem qualitativa e quantitativa, com a realização de 122 entrevistas semiestruturadas com pescadores artesanais entre julho de 2014 e abril de 2016, além do acompanhamento direto de reuniões do Conselho Gestor Popular da RESEX. Os resultados revelam uma população predominantemente masculina, com média de idade de 52,8 anos e vasta experiência na pesca, a qual é desenvolvida de forma integrada à agricultura de subsistência (caracterizando a figura do pescador-lavrador). Identificou-se o emprego de embarcações de pequeno porte ("cascos") e variados apetrechos de captura, com destaque para a malhadeira e a caçoeira. Os achados indicam severas pressões socioambientais decorrentes da expansão do Complexo Portuário de São Luís e de indústrias minerometalúrgicas, que geram poluição, perda de territórios tradicionais e conflitos de uso do espaço. Conclui-se que a efetivação da RESEX de Tauá-Mirim é fundamental para assegurar a posse do território, a manutenção dos modos de vida tradicionais, a conservação da sociobiodiversidade e a gestão participativa dos recursos pesqueiros estuarino-marinhos da região.
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