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Palavras-chave
Mineração em Carajás; Extrativismo; Projeto Grande Carajás.
Imprenta
São Luís: Edufma
Ano
2021
Descrição física
364p.
Idioma
Português (BR)
Categoria
Anais de Evento
Seminário Internacional sobre Direitos Humanos e Empresas – “Povos, comunidades, natureza: insurgências frente ao extrativismo predatório” (GT 2)
Autor(es/as)
Cíndia Brustolin, Julio Itzayán Anaya López, Larissa Pereira Santos, Madian de Jesus Frazão Pereira, Tayanná Santos de Jesus Sbrana
Resumo
O presente trabalho analisa a expansão da atividade minerária e a imposição da lógica industrial sobre o território da Amazônia paraense, com foco no Projeto Grande Carajás. O objetivo do estudo é examinar historicamente os resultados econômicos do extrativismo mineral na região de Carajás, problematizando a dependência gerada pela exportação de matérias-primas não beneficiadas e os impactos socioambientais decorrentes do modelo de enclave econômico sobre as dinâmicas comunitárias locais. A abordagem metodológica baseia-se em revisão bibliográfica e análise quantitativa de dados secundários relativos à arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e ao volume de exportações do estado do Pará. Como resultado, constata-se a hegemonia da empresa Vale na pauta exportadora regional, a discrepante centralidade financeira do município de Parauapebas na arrecadação tributária e a manutenção de uma condição semicolonial reprimida pela primarização da pauta exportadora. Conclui-se que a consolidação desse modelo econômico prioriza o atendimento a demandas globais em detrimento do desenvolvimento social sustentável e da autonomia das populações locais.
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