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Palavras-chave
Geografia Econômica e Regional; Políticas Públicas; Região-Território; Governança Territorial.
Imprenta
Rio Claro: UNESP
Ano
2015
Descrição física
244p.
Idioma
Português (BR)
Categoria
Tese
Políticas de desenvolvimento regional-territorial e governança: uma análise recente sobre o estado do Maranhão (Brasil)
Autor(es/as)
Fernanda Cunha de Carvalho
Resumo
Esta pesquisa preocupa-se com a temática do desenvolvimento, dada sua importância diante da análise geográfica (com foco na Geografia Econômica e Regional), confirmando a manutenção de um necessário diálogo com outras áreas da ciência. A observação do Maranhão (situado no contexto do Brasil e do Nordeste) foi encaminhada pela tese que retrata que o insucesso do desenvolvimento territorial no estado deve ser contemporaneamente analisado não apenas nos seus aspectos estruturais, mas também junto à fragilidade das práticas de governança, que não têm alcançado a sua dimensão operacional e desconsidera os princípios básicos de uma proposta difusa e democrática sobre um desenvolvimento aplicado em âmbito local. Para tanto, houve o auxílio de referenciais bibliográficos, documentais e cartográficos e a realização de pesquisas quantitativas (alimentadas por bases de dados) e qualitativas (fortalecidas por entrevistas em instituições governamentais). De forma geral, o Maranhão pode ser caracterizado como ainda bastante dependente, política e economicamente, da concentração de poder e riqueza nas figuras do Estado, das grandes empresas e de alguns territórios, dados refletidos nos índices que demonstram o elevado grau das desigualdades locais. Ainda assim, é constatada certa evolução e ampliação nas discussões sobre o desenvolvimento e na introdução da possibilidade de participação social nas decisões políticas, se for considerada uma comparação entre os planos de governo e os planos plurianuais. No entanto tem havido uma evolução mais discursiva do que operacional, demonstrando a fragilidade da governança. A abordagem efetuada indica que se considera estar longe de se chegar a uma conclusão sobre as possibilidades em torno do desenvolvimento maranhense, contudo ressalta-se a necessidade de se criarem estratégias que otimizem o crescimento econômico, extrapolando essa vertente. Indica-se que se devem traçar metas para que os territórios antes invisibilizados sejam focos de interesses governamentais, desconcentrando e descentralizando poderes, instaurando uma dinâmica em que os cidadãos maranhenses (através de meios participativos) sejam atores da sua própria história e demandem uma organização territorial que não privilegie apenas uma parcela da população.
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