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Palavras-chave
Encantaria; Santa Rosa dos Pretos; Tambor de Mina; Territorialidades.
Imprenta
São Luís: UFMA
Ano
2019
Descrição física
55p.
Idioma
Português (BR)
Categoria
TCC
Encantaria e territorialidades no quilombo Santa Rosa dos Pretos
Autor(es/as)
Jefferson Yuri da Silva Lima
Resumo
Narrativas em que os encantados estão relacionados a ambientes como matas, lagoas, árvores e igarapés são frequentes entre os moradores do território quilombola Santa Rosa dos Pretos, localizado no município de Itapecuru-Mirim/MA. Outros espaços como os locais escolhidos para fazer roça e cavar poços também compõem essas relações. Esses ambientes são conhecidos como lugares de encantaria; morada de determinados encantados ou locais de passagem entre o nosso mundo e o das entidades espirituais. São espaços considerados sagrados e tratados com respeito, o que se produz numa relação ética de cuidado e zelo. Desde a década de 1950, uma série de infraestruturas logísticas como a rodovia BR-135 e a Estrada de Ferro Carajás cortaram e interditaram territórios negros no estado do Maranhão; deixando um legado de violência e injustiça em prol de uma política desenvolvimentista, geradora de riquezas "nacionais" escoadas para as mãos de poucos. Nesse contexto, em que os quilombolas são atingidos por grandes projetos de desenvolvimento, proponho pensar como a produção de desastres sobre os ambientes também apresenta transformações nas relações entre pessoas, encantados e território. Dimensões diversas são alteradas na relação entre comunidades quilombolas e empreendimentos capitalistas. Uma proposição cosmopolítica presente nos saberes e práticas das religiões afro-brasileiras, como o Tambor de Mina no quilombo Santa Rosa dos Pretos, sugere leituras na composição de outros mundos possíveis, sobre o que se compreende por natureza e o reconhecimento de diferentes territorialidades que se insurgem contra a externalidade de concepções hegemônicas sobre o território.
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