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BiblioGedmma

Palavras-chave
Desenvolvimento; RESEX Tauá-Mirim; Conflitos ambientais.
Imprenta
São Luís: UFMA
Ano
2022
Descrição física
87p.
Idioma
Português (BR)
Categoria
TCC
Empreendimentos, Reserva Extrativista e conflitos ambientais: uma análise sobre diferentes lógicas de uso do território em São Luís - MA
Autor(es/as)
Glauton Max Simões Mesquita
Resumo
A
presente monografia surge no âmbito das atividades do Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) e disserta sobre as diferentes lógicas de uso do território da porção sudoeste da ilha de Upaon-Açu voltada para a Baía de São Marcos, onde localiza-se a Zona Rural (Rio dos Cachorros) do município de São Luís - MA. Aborda o assunto sob a ótica dos conflitos ambientais, contextualizando historicamente este fenômeno na área de estudo e desenvolvendo o esforço de caracterização e classificação de tais conflitos. Utilizou-se o método geográfico de Milton Santos (1988), que traz os conceitos de estrutura, processo, função e forma como categorias do método geográfico. Enquanto procedimentos metodológicos, utilizou-se revisão bibliográfica, participação em atividades e pesquisa em acervo do GEDMMA, aula de campo realizada em 14 de janeiro de 2017, na ilha de Tauá-Mirim, resgate dos resultados obtidos de pesquisas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), realização de trabalho de campo nos dias 11 de agosto e 08 de dezembro de 2021, tratamento e análise dos dados e escrita da monografia. Obteve-se como resultados o desenvolvimento sobre três lógicas distintas de uso do território da Zona Rural de São Luís: a lógica capitalista, materializada nos empreendimentos da região e tendo a acumulação de capital como finalidade; a lógica estatal, que se manifesta por meio de programas desenvolvimentistas, leis e tomadas de decisões; e a lógica das comunidades tradicionais, tendo a proposta da Reserva Extrativista (RESEX) Tauá- Mirim como principal objeto de análise, pautada na preservação ambiental e perpetuação sociocultural das comunidades que a compõem. A caracterização dos conflitos ambientais se deu a partir dos estudos de Acselrad (2004) por meio dos instrumentos de análise da apropriação material, apropriação simbólica, durabilidade e interatividade, enquanto que o processo de classificação seguiu a proposta de Zhouri e Laschefski (2010), que divide o fenômeno em conflitos ambientais distributivos, espaciais e territoriais. Conclui-se que todos os aspectos de caracterização se fazem presente na realidade conflituosa da área de estudo a partir da análise das lógicas de uso do território. Para a classificação, pôde-se listar eventos, desde o surgimento da proposta desta RESEX, que se enquadram nos três tipos de conflitos ambientais, denunciando a complexidade da realidade conflituosa em questão.
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