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capa da obra em questão

Palavras-chave

Antropologia da pesca; Baixada Maranhense; Penalva; Lagos; Pesca artesanal; Materiais de pesca; Comercialização do pescado; Modo de vida.

Imprenta

São Luís: UFMA

Ano

2016

Descrição física

237p.

Idioma

Português (BR)

Categoria

Tese

Arquivos disponíveis para Dowload

Pescar e despescar: uma análise do cotidiano da pesca artesanal praticada por um grupo de pescadores em Penalva-MA

Autor(es/as)

Lenir Moraes Muniz

Resumo

A Antropologia da Pesca é um subcampo de investigação das ciências sociais que nasceu em um contexto que colocou em questão as orientações da própria Antropologia Social, adquirindo o status de disciplina ou campo de investigação científica somente a partir da década de 1980. A disciplina construiu elementos epistemológicos que permitem entender relações sociais existentes entre os pescadores, colocando em cena importantes dados para análise e conhecimento das particularidades da vida desses grupos sociais, cujo modo de vida está relacionado com os recursos pesqueiros. A pesca artesanal no município de Penalva, na Baixada Maranhense, apresenta-se como uma das principais atividades econômica e de sustento das famílias que dependem da atividade pesqueira para se manter. Esta Tese visa fazer um estudo sobre o cotidiano e prática da atividade da pesca desenvolvida por um grupo de pescadores e pescadoras artesanais penalvenses, analisando como estes se organizam socialmente em termos práticos e simbólicos. Dessa forma, a partir do relato e da memória social dos pescadores, busco analisar como é construído e reconstruído o modo de vida deste grupo. O trabalho na pesca confere aos pescadores e pescadoras artesanais de Penalva a construção, ao longo dos anos, de conhecimentos que são inerentes ao ofício, os quais são adquiridos e repassados oralmente de uma geração à outra, oferecendo subsídios para os pescadores interagirem com o meio em que vivem no desenvolvimento da atividade da pesca. A pesca favorece as relações que se estabelecem entre os diversos agentes envolvidos na produção do pescado, viabilizando um conjunto de ações que são ressignificadas pelo grupo em uma sociabilidade marcada pela comercialização do pescado.
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