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capa da obra em questão

Palavras-chave

Santa Rosa dos Pretos; Territorialidades; Encantarias: Natureza; Tambor de Mina.

Imprenta

Fortaleza-CE/Itapecuru Mirim-MA: UFC

Ano

2024

Descrição física

34p.

Idioma

Português (BR)

Categoria

Dissertação

Arquivos disponíveis para Dowload

Mãe preta, casa comum: Encantarias e territorialidades em Santa Rosa dos Pretos.

Autor(es/as)

Jefferson Yuri da Silva Lima

Resumo

Narrativas em Santa Rosa dos Pretos (Itapecuru Mirim/MA) versam sobre a casa-território como uma entidade viva, produtora de relações do comum que envolvem composições éticas e políticas entre territorialidades quilombolas, encantarias locais e epistemologias que emergem dos povos que habitam a terra preta de Pindorama. Da poética dos encontros, no contexto de atravessamentos, os processos culturais em movimento visceral narram sobre a possibilidade (não como uma virtualidade, mas como realidade hypóstasis) de afirmação de um mundo preto, onde humanos e não-humanos colaboram na produção de suas existências. Para que haja vida, todo espírito precisa soprar em direção a uma matéria, assim como a materialidade é regida por um espírito, no pensamento e na produção de conhecimentos. As cosmopercepções afro-brasileiras fazem resistência ao espírito regido pelo tom hegemônico na re-produção do sistema- mundo moderno-colonial, que resulta em produzir subjetividades egoístas, cansadas e desencantadas. O cuidado e o respeito nas relações entre pessoas, encantados e ambientes compõe práticas ancestrais, que revelam outros sentidos para aquilo produzido historicamente no território negro. As relações com entidades espirituais no Tambor de Mina são compreendidas como a incorporação de forças herdadas pela ancestralidade quilombola, que são acionadas em situações de conflito. Sobre tessituras e feituras, nos conectamos com as forças ancestrais advindas da Mãe Maior. Natureza é casa comum.
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