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Palavras-chave
Dispositivo e raça; Racialidade e educação; Biopoder e raça; Raça e epistemicídio; Resistências e educação.
Imprenta
São Paulo: USP
Ano
2005
Descrição física
340
Idioma
Português (BR)
Categoria
Tese
A construção do outro como não-ser como fundamento do ser
Autor(es/as)
Sueli Carneiro
Resumo
Esta tese consiste numa aplicação dos conceitos de dispositivo e de biopoder elaborados por Michel Foucault ao domínio das relações raciais. É um estudo de cunho reflexivo especulativo com o qual se pretende averiguar a potencialidade daqueles conceitos para a apreensão e análise da dinâmica das relações raciais no Brasil. Para tanto, construímos, a partir deles, a noção de dispositivo de racialidade/biopoder com a qual buscamos dar conta de um duplo processo: da produção social e cultural da eleição e subordinação racial e dos processos de produção de vitalismo e morte informados pela filiação racial. Da articulação do dispositivo de racialidade ao biopoder emerge um mecanismo específico que compartilha da natureza dessas duas tecnologias de poder: o epistemicídio, que coloca em questão o lugar da educação na reprodução de poderes, saberes, subjetividades e "cídios" que o dispositivo de racialidade/biopoder produz.
O que se intenta nesse trabalho é inscrever a problemática racial no campo analítico dos conceitos de dispositivo e de biopoder tal como formulados por Foucault, privilegiando discursos, práticas e resistências que o dispositivo de racialidade/biopoder produz e reproduz com foco na dimensão epistemicida que ele contém.
*revisado
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